terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Kim Jong-il

Líder norte-coreano ameaçou o mundo com confronto nuclear

 
O ditador norte-coreano Kim Jong-il, morto no dia 17 de dezembro, transformou seu país em uma potência militar que, nos últimos cinco anos, ameaçou o planeta com um programa nuclear com fins militares. A dinastia de Jong-il comanda há meio século a Coreia do Norte, um dos países mais pobres e fechados do mundo.
Direto ao ponto: Ficha-resumo

O líder comunista morreu de ataque cardíaco enquanto viajava de trem, próximo à capital Pyongyang. O anúncio foi feito pela TV estatal na segunda-feira (19), dois dias depois da morte. Ele estava com 69 anos e doente desde 2008, quando o serviço de inteligência norte-americano informou que havia sofrido um derrame cerebral.

A notícia da morte de Jong-il levou apreensão aos países vizinhos na Ásia. A Coreia do Norte continua tecnicamente em guerra com a vizinha 
Coreia do Sul, quase 60 anos após assinado o armistício (cessar-fogo).

Por conta do risco de instabilidades na transição de poder, a Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em estado de alerta máximo, e afirmou que a vizinha do Norte fez testes com mísseis, logo depois do comunicado da morte do ditador.

Jong-il comandava há 17 anos a república fundada por seu pai, Kim Il-sung, após a divisão das Coreias, ao fim da 
Segunda Guerra Mundial. Ele era chamado de “querido líder” e cultuado como uma espécie de divindade por seu povo, com imagens suas espalhadas por todo o país. Para os ocidentais, era visto como uma figura de aparência exótica, com óculos escuros enormes e penteados extravagantes.

O Partido Trabalhista anunciou que o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, substituiu o pai no cargo. Pouco se sabe sobre o sucessor. Jong-un estudou na
Suíça e estima-se que tenha 28 anos (nasceu em 1983 ou 1984). Ele foi escolhido ano passado para suceder o pai em 2012. A inexperiência política de Jong-un, entretanto, poderá dificultar a manutenção do regime comunista norte-coreano.
 

Armas atômicas

A Coreia do Norte possui um PIB de US$ 28 bilhões, menor do que países africanos e 36 vezes menor do que a Coreia do Sul, de US$ 1, 007 trilhões. Apesar disso, possui o quarto maior exército do mundo, com 1,1 milhão de soldados na ativa (ou 20% da população masculina com idade entre 17 e 54 anos). O número só é menor que os efetivos dos exércitos da China (2,3 milhões), Estados Unidos (1,5 milhões) e Índia (1,3 milhões).

O Estado norte-coreano conta ainda com armas nucleares – entre 2 e 9 – e mísseis de médio alcance, que permitem atingir países vizinhos como Coreia do Sul e 
Japão.

A militarização da Coreia do Norte começou após a Guerra Fria. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão desocupou a Coreia, que foi dividia em dois países: a do Sul ficou sob o controle dos Estados Unidos, enquanto a do Norte foi ocupada pela antiga 
União Soviética.

Entre 1950 e 1953, as duas Coreias travaram guerra. Os confrontos foram suspensos por um cessar-fogo que dura até hoje, sem que um acordo de paz fosse assinado.

Com o fim da União Soviética e a derrocada dos regimes comunistas no Leste Europeu, a Coreia do Norte sofreu abalos econômicos. Sem os antigos parceiros comerciais, mergulhou num período de escassez de alimentos que, aliado aos desastres naturais, teria causado a morte de cerca de dois milhões de norte-coreanos nos anos de 1990.

Mesmo assim, Jong-il aplicou a maior parte dos recursos econômicos na área militar, e passou a chantagear países ocidentais com um programa atômico. Em 2006 e 2009, Pyongyang realizou dois testes com armas nucleares, violando a resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU (
Organização das Nações Unidas). Desde então, a ONU vem pressionado o país comunista para que suspenda os testes e abandone o programa.
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